A Aurora Humana no Planeta(o mais extasiante momento da vida)
Por Ronaldo Alves Mousinho
A ancestralidade mamífera placentária direta da humanidade deu-se no sudoeste da Ásia, há mais de um milhão de anos, originária de primatas intermediários superiores, ou seja, animais diretos e imediatos da família humana.
Constituiu-se de um casal de "irmãos", pré-humanos, com menos pelos que seus pais, e insistiam em andar e correr eretos, com pés e mãos bem desenvolvidos, à semelhança dos humanos modernos. Habitava tanto as árvores, em habitações mais elaboradas que os seus ascendentes, à noite, para se protegerem dos predadores; e no chão, nas cavernas , durante o dia. Aprendera a usar a pedra e a clava, antes de seus ascendentes; atingia a maturidade aos dez anos e vivia até aos quarenta anos. Bem cedo aprendera a se comunicar por meio de sons e sinais, porém, não conseguiu fazer o seu povo compreender esses novos símbolos.
Decorridos vinte mil anos e novecentos gerações, dessa espécie intermediária, deu-se o mais extraordinário momento da evolução da vida em nosso planeta: um salto evolutivo repentino , do estágio da semiconsciência para a consciência e para a ação guiada pela volição (vontade), há 954.500 anos. E neste caso fantástico, as espécies evoluídas também se constituíram de uma casal de irmãos, mas agora gêmeos. Nasceu sob a tutela divina, intermediada por uma legião dos Portadores da Vida(1), originários do Universo Central, denominado Nébadon, onde nossa galáxia representa apenas um minúsculo ponto. Os Portadores da Vida tiveram a especial missão de favorecer e supervisionar esse mais fascinante momento do gênero humano em nosso planeta.
Esse casal primordial era perfeito, andava na vertical, não era trepador como os chimpanzés e subia nas árvores como hoje o fazemos. Já manifestava o sentimento de admiração por objetos e por outros animais, de adoração, amor, respeito, ódio, vingança, a reverência, a humildade, e um pouco de gratidão, vaidade, ciúme, vergonha e piedade. Aos dez anos, aprendeu a comunicação verbal, em sinais e palavras. Antes desse estágio, apenas a intuição atuava em seus instintos e reflexos. Aquelas espécies humanas primordiais alcançaram a maturidade aos treze anos e tinham longevidade de setenta a setenta e cinco anos.
A terra foi formalmente reconhecida como um planeta de residência humana no ano de 994.511, sob o domínio de Andon e Fonta, eram esses os nomes deles, aos onze anos de idade, conforme a mensagem do arcanjo : "A mente humana apareceu no 606 (ou seja, a terra), e esses pais da nova raça serão chamados Andon e Fonta. E todos os arcanjos oram para que essas criaturas possam rapidamente ser dotadas com a dádiva do espírito do Pai Universal residindo em suas pessoas".
E até chegar a este estágio evolutivo, o casal Andon, que significa a 1ª criatura semelhante ao Pai e capaz de demonstrar ter sede humana de perfeição; e Fonta, a 1ª criatura semelhante ao Filho, a demonstrar ter fome humana de perfeição. Esses nomes lhes foram atribuídos quando da fusão deles com os Ajustadores do Pensamento. Antes, eles chamavam um ao outro de Sonta-an, que significa amado pela mãe; e Sonta-en, amada pelo pai, nomes atribuídos por eles próprios. E até chegar ao estágio humano, o casal de gêmeos e toda sua ascendência estiveram na iminência de extinção, fosse por ataque dos predadores, ou nos conflitos entre membros de outras ou da mesma tribo(2).
Por destoar em evolução do restante de sua espécie, isto gerou ciúme em toda a tribo, pondo em risco a segurança pessoal dos gêmeos, levando-os a arquitetarem um plano de fuga. Para tanto, edificaram uma tosca morada para refúgio, na copa de uma árvores, a meio dia, a Norte de seu lar na floresta.
Nesse ínterim, a mãe do casal gêmeo havia morrido em luta contra gibões que atacaram seus filhos. Agora, menos protegidos, e mais acirrado o ciúme do restante da tribo, principalmente porque todas as ações do casal sobressaíam em aprimoramento às de sua espécie menos evoluída, o plano de fuga era imediato.
Foi numa noite de forte tempestade, em que os gêmeos, amedrontados, abraçaram-se ternamente e ali decidiram que não mais poderiam conviver na família imediata da tribo deles. E mesmo se expondo ao iminente perigo noturno dos terríveis predadores, empreenderam fuga na madrugada daquela noite e alcançaram com segurança o abrigo previamente construído.
A decisão da fuga traduz uma qualidade de mente muito acima da inteligência grosseira que caracterizava vários descendentes dos gêmeos, que estacionaram no processo evolutivo, cruzando com os primos atrasados das tribos simianas. E a vaga consciência de que eram os gêmeos mais que animais veio-lhes da outorga e da amplificação da personalidade pela presença dos Ajustadores do Pensamento que passaram a residir em suas mentes.
O segundo fato extraordinário na vida do casal primordial foi o acasalamento, aos nove anos de idade, num meio dia luminoso, às margens de um rio, testemunhado por toda a inteligência divina estacionada na terra. E aquele entendimento amoroso selou o marco da descendência humana e a sua perpetuação no planeta, dois anos após, com o nascimento da primeira prole, do sexo masculino, denominado Sontad.
Outro fato extraordinário para toda a humanidade subsequente e extremamente jubilosa para Andon e Fonta foi a descoberta da habilidade de fazer o fogo, que se deu durante a longa jornada de fuga em que o frio mais os castigava. Já haviam despertados para a necessidade de se protegerem com pele de outros animais para se aquecerem. Os pais de Andon e Fonta já conheciam o fogo promovido por raios naturais e conseguiam mantê-los acesos, adicionando-lhes madeira seca, porém, foram incapazes de acenderem o fogo.
Ao cair de uma tarde, o casal encontra grande depósito de pedras de variado tamanho e formas, adequadas para vários usos, e levam com eles boa quantidade para suprimento futuro. Quando lascava as pedras para melhor se adaptarem ao uso, Andon descobriu a qualidade delas de fazerem chispas e concebeu a ideia de fazer fogo. A partir de então, o casal tentou por dois meses acender o fogo, mas não conseguia, até que, um ninho de pássaro abandonado em uma árvore chamou a atenção de Fonta, e, ao tentar pegá-lo, o ninho caiu onde Andon tentava produzir a chispa, gerando abundante chama, deixando-os surpresos e assustados . E ali começou a primeira busca de lenha pelos pais da humanidade.
Esse casal primordial humano viveu 42 anos, tiveram 19 filhos, quase uma centena de netos e meia dúzia de bisnetos, e morreu em consequência de um abalo na terra, que provocou a queda de uma rocha pendente sobre o abrigo da família. Com Andon e Fonta morreram também 5 filhos e 11 netos.
Deu sequência ao clã andonita o filho Sontad com uma irmã, que se mantiveram unidos até a 20ª geração, quando a competição por alimentos e atritos sociais os fizeram dispersar.
Outra geração andonita estacionou no processo evolutivo, quando uma dupla retardada, tanto mental quanto fisicamente, foi pai de um casal igualmente retardado, que somente se interessava pela comida. Era exclusivamente herbívoro, ao contrário dos outros, carnívoros, e indiferentes a conquistas ou a lutas pela caça, tendo como descendentes os símios modernos, habitantes das regiões sulinas, de clima mais quente e suave, com abundância de frutas tropicais.
E assim, o homem e o macaco estão vinculados somente pelo fato de provirem dos mamíferos intermediários, de uma tribo da qual nasceram simultaneamente 2 pares de gêmeos com suas subsequentes descendências, mas não dos mesmos pais. E a dupla que nos originou somente sobreviveu porque escondeu-se por 2 semanas com mantimentos, em um abrigo subterrâneo, enquanto acontecia o último combate de sua tribo.
Este texto se embasa nas teorias da criação e da evolução, destoando daquela na denominação dos personagens e nos lapsos de tempo decorrido para a longa marcha evolucionária; e da segunda, por desprezar a intervenção divina no processo, e por admitir a existência de um elo perdido na trajetória evolucionária, o que no presente texto não o admite, porém, saltos repentinos de evolução , segundo a vontade de Deus Universal.
E segundo declaração de um dos Portadores da Vida, nenhuma vida veio para a terra transportada de outro mundo. Ela é original aqui do nosso planeta. E não há em nenhum universo, seja no nosso, ou noutro, vida igual a nossa. Fonte: O Livro de Urântia.
(1) Há 550 milhões de anos, os Portadores da Vida, em cooperação com as forças espirituais e com as forças suprafísicas organizaram e implementaram os modelos originais de vida na terra.
(2) A rã, o nosso ancestral pré-réptil, que migrou dos mares para a terra na era carbonífera, há 210 milhões de anos, só não teve sua espécie extinta , e, por consequência, a nossa não teria existido, porque conseguiu dar um salto de 5cm quando perseguida por um predador.
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