A Poética de André Giusti à luz de Os Filmes em que Morremos de Amor, poesia e prosa poética, pela editora Patuá-SP, 94 páginas, 2016.
O autor é carioca, onde residiu até 1998, hoje domiciliado em Brasília. Jornalista, autor de seis livros em prosa (conto e crônica), e agora estreia na poesia, embora tenha nela enveredado adolescente, em publicações esparsas.
A obra, alvo desta apreciação, apresenta-se em três seções: a 1ª, Poesias e poemas em prosa; a 2ª, Poemas sem títulos, em textos prosoéticos, e 3ª, as Vinhetas, de conteúdo irônico, bem humoradas, com forte gancho no social engajado, algumas com jogos de palavras a traduz\irem o isolamento da alma humana.
Os textos ora sintéticos, ora de extensão mediana, oscilam nas temáticas da solidão, fortemente ambientada no espaço doméstico, nas amorosas e na social engajada e na solidão que amedrontam e incomodam o autor, em seu dia a dia vazio, enfadonho, na mesmice previsível, na hipocrisia, em que as tragédias humanas o faz estremecer. Porém, os amores femininos o consolam, abrandando-lhe a solidão e a quem o poeta rende apologias. Assim, supera a onda pessimista, sublimando-a em otimismo, elevação de ânimos e de beleza à vida, estimulado pela sensibilidade peculiar aos poetas.
Os textos são construídos em estilo modernista, de conteúdo subjetivo, em que se mesclam um poeta sentimental, questionador, satírico, reflexivo e irônico. Usa com propriedade as palavras para expressar com clareza suas ideias e pensamentos, com razoável harmonia, alcançando boa expressividade no texto. O estilo é bem original, ágil, seja nos textos sintéticos, quanto nos analíticos, em ótima seleção vocabular. No campo imagético, são recorrentes o uso da prosopopeia (antropomorfismo), ironia, gradações, metáforas. Faz uso também das licenças poéticas, especialmente quanto à pontuação. Por vezes, o poeta alcança inspiração sinfrônica, num liame entre criador e leitor, proporcionado pelo binômio emotividade e universalismo.
O anseio por justiça atiça a sensibilidade do autor, fortemente antenado com os flagrantes do cotidiano, expondo amargura e irreverência e levando-o a somatizar cruezas da vida, inspirando-o em sentimentos comoventes, em estilo incisivo, rude, que a hipocrisia humana tanto o incomoda. Por vezes, se vale de palavras e expressões chulas tão somente para expressar com mais veemência sua exasperação. E aí expõe os dramas da vida, seja num enfoque pessoal ou universal.
Há também o uso reiterado de palavras estrangeiras resultante da forte influência na adolescência das bandas e músicas do rock i'roll, por onde tentou enveredar, mas que as circunstâncias da vida o limitou a forte apreciador.
Em suas construções gradativas, parte de palavras, ideias, temas, amplificando-os até ao universal, para ser bem claro, explícito e didático, valendo-se dos recursos descritivos e narrativos para alcançar esse propósito.
Os livros do poeta André Giusti estão disponíveis na livraria do Celeiro Literário Brasiliense, Leia-me, Ala-D, Box-146, Feirinha da Torre de TV, Eixo Monumental-DF.
Ronaldo Alves Mousinho –Professor/Escritor –E-mail:celeirobsb@gmail.com.

EXCELENTE:EL CRÍTICO RONALDO ALVES MOUSINHO CON ACIERTO PROFESIONAL DESTACA LA LUZ POÉTICA DEL GRAN POETA ANDRÉ GIUSTI
ResponderExcluirParabéns, aos escritores e amigos queridos.👏👏👏
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