O Celeiro Literário Brasiliense, Leia-me, e as Academia Cruzeirense de Letras, presidida por Mauro Rocha e Academia Aguaslindense de Letras, presidida por Rômulo Vítor, participaram, em parceria, da tradicional Feira do Livro de Brasília.
Realizada com toda precariedade quanto à patrocínio do GDF e do BRB, e, por outro lado, com o excesso de burocracia peculiar ao serviço público, mesmo assim aconteceu, no período de 16 a 24 de julho em curso, no Centro de Convenções, graças ao empenho de Ivan, presidente da Câmara do Livro do DF e dos coordenadores Marcos Linhares, poeta e jornalista, presidente do Sindicato dos Escritores no DF, de Cleide Cristina e Diogo.
A crônica indecisão de realizar a Feira causou prejuízo à Câmara do Livro na venda de estandes, muitos dos quais tendo que ser cedido, ora graciosamente, ora a troco de serviços prestados, como foi o caso das três entidades estreantes, que recebemos três estandes e ficamos muito bem acomodados, graças à compreensão de Marcos Linhares de que o escritor é a prioridade numa feira de livro, pois é o criador do objeto essencial às feiras de livros.
O objetivo imediato de uma feira de livros é vender livros, mas, particularmente, nomeio como maiores o contato com dezenas de autores, a descoberta de centenas de novos livros, a amizade que firmamos com tantos outros companheiros de ofício e o congraçamento entre todos que circulamos naquela amplo e intenso ambiente festivo/cultural.
Foram realizados dois saraus agendados na programação geral do evento, o que projetou o nome das parceiras ao grande público circulante à Feira e o de vários prestigiadores que tiveram participação democrática assegurada para dar o seu recado poético e musical.
Os agendamentos de lançamento de livros, com Mousinho, Noélia Ribeiro, Nei Valença, Pedro Gomes e Ribamar, Sabrina Almeida, e outros que me escapam à memória; palestras e oficinas com o Prof. Filemon Félix, Hézio Teixeira, André Rocha e Sandra Fayad; bate-papos no estade, com Carminha Manfredini, Rafael Fernandes e com o coordenador da Feira,Marcos Linhares, foram outros momentos que projetaram o nome e a obra dos escritores agendados e o colhimento de interessantes informações.
Os lançamentos de livros são momentos especiais para o escritor que investe energia pessoal, criatividade, inspiração e recursos financeiros, e espera ser prestigiado, ao menos, pelos que lhes estão próximos.
Foram nove dias de convivência, em que estreitamos amizades, manifestamos senso cooperativo, porém revelamos alguns vícios plenamente previsíveis à nossa tão diversa natureza. Alguns poucos, felizmente, voltaram-se mais para o próprio umbigo, entregaram-se exclusivamente a desatinada campanha pessoal de auferir lucro com livro, o que é uma utopia, um equívoco, ignoraram a grande virtude de um escritor numa Feira de livro: prestigiar o companheiro que lança o livro e com o qual deve está ombreado. Alguns, também, no quesito finanças das despesas financeira comuns e solidárias deixaram estas em segundo plano, num gesto usurário e equivocado.
Esses senões são bem compreensíveis. Estamos numa caminhada evolutiva, e transpor cada degrau exige vontade pessoal e tempo.
Valeu, valeu e valeu! Os estreantes aprenderam muito e, a partir de agora, têm outra visão para participaram com mais competência no maior evento livresco de Brasília. E próximo deverá acontecer em abril próximo, durante o aniversário de Brasília, novamente no Centro de Convenções.
Brasília, julho de 2016.
Ronaldo Alves Mousinho, Professor, Escritor, coord. do Celeiro Lit. Brasiliense, Leia-me.
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