terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O Fingidor

Tempestuosa e insone cai a noite
Sorvendo alcaloides
Como fantasma sórdido
De transe em transe, interrogações
Pensamentos trevarios
Assombra-me o vaga-lume
cavalgo em lenta cadencia o tigre
Adestro borboletas azuis
Planto sementes de poemas
Iconoclasta quebro sonhos
Escalo estrelas
Singro o clarão do luar
Artesão do tempo
A espada que ceifa o sol
Lenhador de etéreos latifúndios
Morador das galáxias
Tatuador de raios
Engolidor de fogo e furacões
Sou criança
Fingidor, poeta
Ismar Lemes

Um comentário:

  1. O Poeta Ismar sempre faz textos com asas.
    Em Ismar, queremos o passaporte, ou melhor seu livro kkkk.

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