domingo, 18 de dezembro de 2016

COMENTÁRIO CRÍTICO-LITERÁRIO DA POESIA DE ANDRÉ GIUSTI

 
A Poética de André Giusti à luz de Os Filmes em que Morremos de Amor, poesia e prosa poética, pela editora Patuá-SP, 94 páginas, 2016.
 
O autor é carioca, onde residiu até 1998, hoje domiciliado em Brasília. Jornalista, autor de seis livros em prosa (conto e crônica), e agora estreia na poesia, embora tenha nela enveredado adolescente, em  publicações esparsas.
 
A obra, alvo desta apreciação, apresenta-se em três seções: a 1ª, Poesias e poemas em prosa; a 2ª, Poemas sem títulos, em textos prosoéticos, e 3ª, as Vinhetas, de conteúdo irônico, bem humoradas, com forte gancho no social engajado, algumas com jogos de palavras a traduz\irem o isolamento da alma humana.
 
Os textos ora sintéticos, ora de extensão mediana, oscilam nas temáticas da solidão, fortemente ambientada no espaço doméstico, nas amorosas e na social engajada e na solidão que amedrontam e incomodam o autor, em seu dia a dia vazio, enfadonho, na mesmice previsível, na hipocrisia, em que as tragédias humanas o faz estremecer. Porém, os amores femininos o consolam, abrandando-lhe a solidão e a quem o poeta rende apologias. Assim, supera a onda pessimista, sublimando-a em otimismo, elevação de ânimos e de beleza à vida, estimulado pela sensibilidade peculiar aos poetas.
 
Os textos são construídos em estilo modernista, de conteúdo subjetivo, em que se mesclam um poeta sentimental, questionador, satírico, reflexivo e irônico. Usa com propriedade as palavras para expressar com clareza suas ideias e pensamentos, com razoável harmonia, alcançando boa expressividade no texto. O estilo é bem original, ágil, seja nos textos sintéticos, quanto nos analíticos, em ótima seleção vocabular. No campo imagético, são recorrentes o uso da prosopopeia (antropomorfismo), ironia, gradações, metáforas. Faz uso também das licenças poéticas, especialmente quanto à pontuação. Por vezes, o poeta alcança inspiração sinfrônica, num liame entre criador e leitor, proporcionado pelo binômio emotividade e universalismo.  
 
O anseio por justiça atiça a sensibilidade do autor, fortemente antenado com os flagrantes do cotidiano, expondo amargura e irreverência e levando-o a somatizar cruezas da vida, inspirando-o em  sentimentos comoventes, em estilo incisivo, rude, que a hipocrisia humana tanto o incomoda. Por vezes, se vale de palavras e expressões chulas tão somente para expressar com mais veemência sua exasperação. E aí expõe os dramas da vida, seja num enfoque pessoal ou universal.
 
Há também o uso reiterado de palavras estrangeiras resultante da forte influência na adolescência das bandas e músicas do rock i'roll, por onde tentou enveredar, mas que as circunstâncias da vida o limitou a forte apreciador.
 
Em suas construções gradativas, parte de palavras, ideias, temas, amplificando-os até ao universal, para ser bem claro, explícito e didático, valendo-se dos recursos descritivos e narrativos para alcançar esse propósito.
Os livros do poeta André Giusti estão disponíveis na livraria do Celeiro Literário Brasiliense, Leia-me, Ala-D, Box-146, Feirinha da Torre de TV, Eixo Monumental-DF.
 
Ronaldo Alves Mousinho –Professor/Escritor –E-mail:celeirobsb@gmail.com.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Publicações

Prosoética do Inusitado, de Ronaldo Alves Mousinho, independente, pela gráfica e Editora Arteletras, 60 páginas, 2016, arte de capas de Luh Veiga, Brasília-DF, lançamento dia 26/11/2016, sábado,a partir das 15h, 1ª Feira Literária do Cruzeiro, promoção da Academia Cruzeirense de Letras, na Feira Permanente do Cruzeiro. 
"E a energia, nascida do éter, do sopro divino, amadurece para transformar-se em mais altas formas de evoluções e criações sucessivas. Da síntese da matéria e da energia nasce a flor mais bela e complexa - a vida - que somente ela saberá chorar ou alegrar-se, odiar ou amar, escolher e compreender o Universo, e a pronunciar o nome do Pai..."
Valor R$ 20,00.

Colheita 1, coletânea poética, org. Ronaldo Alves Mousinho e Hézio Teixeira, arte de capa e efeito gimp das fotos de Luh Veiga, pela Gráfica e Editora ArteLetras, 84 páginas, 2016, Brasília-DF.
Trazendo uma coletiva de  poesia em estilos distintos, Colheita1 apresenta um rico painel do perfil de vinte e cinco poetas de Brasília, com o interessante estudo  Revendo Alguns Preceitos Poéticos, comemorativa do primeiro aniversário do Celeiro Literário Brasiliense, Leia-me, que a chancela.
Valor R$ 15,00.

Contatos: E-mail: celeirobsb@gmail.com - Face: www.facebook.com/celeiroliterariobrasilienseleiame
E-mail: romousinho@gmail.com - Face: Ronaldo Mousinho.

sábado, 19 de novembro de 2016

A DIMENSÃO DA POESIA EM “PROSOÉTICA DO INUSITADO”

O poeta e escritor Ronaldo Alves Mousinho, autor de diversos livros, coletaneador e antologista consagrado, mais conhecido por seus livros "Asas para o apogeu" (poesia) e "Literatura de Homero à contemporaneidade" (ensaio) publicou, recentemente "Prosoética do Inusitado" (poemas) ou prosoética, como gosta de nomear. 

Fica claro desde o início que há no livro uma junção entre a prosa ensaística e a poesia, algo assim, como o escritor argentino Jorge Luis Borges já havia feito com a prosa, unindo-a à ficção de seus contos, com um estilo ensaístico. Em "Prosoética do Inusitado", porém, funda-se o elemento poético e a ousadia de seu voo, conquistado com grande domínio da literatura, diga-se de passagem, apresenta uma escrita bem feita passeando por textos que esclarecem sobre a gênese do espírito e da matéria, numa cosmovisão muito interessante. 
Neste seu passeio poético/ensaístico a preocupação maior está em explicar, lançar luzes sobre temas que, a despeito de essenciais para o homem, são deixados de lado na vida cotidiana, na lufa-lufa do ganhar o pão de cada dia com o suor do rosto, enfrentando o trânsito muito louco. Assunto deixado para filósofos, pensadores e poetas que buscam o para além da vida, tentando responder a perguntas-chave, como "de onde viemos" e "para onde vamos", do surgimento e da razão primordial do homem.
Talvez aqui esteja um dos pontos máximos deste livro: estender um liame entre a vida hodierna e a vida essencial do espírito, usando uma linguagem poética, que é aquela de maior alcance, capaz de formar imagens não procuradas pelas demais.
"Prosoética do inusitado" dialoga com grandes livros de filósofos e escritores espiritualistas, tais como J. J. Benitez, Platão, Leloup, Teilhard de Chardin , além de outros, demonstrando, mais uma vez que a leitura é essencial para o escritor.
Sem qualquer exagero, pode-se colocar Ronaldo Alves Mousinho como um dos grandes poetas do Distrito Federal da atualidade, bem como um dos melhores ensaístas literários do momento.

Elias Antunes

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

C O N V I T E

Venha colher conosco a seara do primeiro aniversário do Celeiro Literário Brasiliense-Leia-me, no próximo sábado, dia 29 deste outubro em curso, a partir das 18h, na Praça. Central (tapete verde), em frente aos estandes da Arco-Íris e Caros Amigos, Estádio Mané Garrincha, III Bienal do Livro e da Leitura de Brasília.
Na ocasião, realizaremos um sarau poético com os escritores figurantes na referida coletânea.
Conheça o perfil e o estilo poético de 25 poetas brasilienses, adquirindo a obra a preço de custo, R$11,00.
Brasília, outubro de 2016.
Contato: Celeiro Literário Brasiliense, Leia-ME, Celeiro Literário Brasiliense, celeirobsb.org, celeirobsb.blogspot.com.br
Equipe gestora do Celeiro.

domingo, 25 de setembro de 2016

ANIVERSÁRIO DO CELEIRO

Neste mês de setembro, o Celeiro Literário brasiliense, Leia-me comemora um ano de intensa atividades culturais prestigiando os escritores. 

Culminaremos nossa comemoração com o lançamento da coletânea Colheita1, em processo de edição, a ser lançada na 3a Bienal do Livro, em outubro próximo. 
Agradecemos aos escritores, artistas de outras vertentes, às entidades co-irmãs, os fiéis colaboradores/ apoiadores e o público que muitos nos prestigiaram nesse anuênio, nos encontros dominicais, à sombra do pequizeiro, nos saraus itinerantes,, no Varal poético, no Sarau junino, na Feira do Livro, e no Colha o Livro-fruto. Saudações cordiais. Equipe gestora do Celeiro: Ronaldo Mousinho, Custódia Wolnei, Ismar Lemes, André Rocha, Luh Veiga, Didi Cordiro, Nei Valença e Hézio Teixeira.


quinta-feira, 28 de julho de 2016

PRORROGADA ADESÃO À COLHEITA 1

Colegas Poetas/Poetisas,

Tendo em vista que a 32a Feira do Livro de Brasília exigiu-nos dedicação exclusiva, por todo este mês de julho, estamos prorrogando inscrição dos colegas interessados em prestigiar o Celeiro nesta empreitada poética, conforme termos do edital. Tentaremos agendar o lançamento na Bienal do Livro, prevista para acontecer em outubro próximo.

EDITAL nº 1
Fiel aos objetivos de prestigiar os escritores e promover sua criação artística, dando-lhes a merecida notoriedade no cenário cultural de Brasília, o Celeiro Literário Brasiliense, Leia-me abre inscrições à edição de sua primeira coletânea poética, comemorativa do seu primeiro anuênio de fundação, denominada Colheita nº 01, faixa etária adulta, pelo sistema de adesão, dirigida aos poetas do Distrito Federal e Entorno, e aos de outros Estados, neste caso, a convite.
Art 1º- Ficam abertas as inscrições, no período de 15 de maio a 14 de agosto do ano em curso, para textos éditos e inéditos, versando sobre qualquer tema.
Art.2º Os textos deverão ser enviados aos organizadores, Ronaldo Alves Mousinho e Hézio Teixeira, assessorados pelos escritores Ismar Lemes e Siddha Abraxas, pelo e-mail: celeirobsb@gmail.com, ou romousinho@gmail.com, na versão Word, corpo 12, espaço 1,5 entre linhas, com no máximo 90 toques (caracteres) por linha e 21 linhas por página, medindo 15x22cm.
§ 1º Os organizadores detêm poder pleno para decidir sobre qualquer conflito que por ventura sobrevenha ao presente certame.
§ 2º - Os organizadores, após receberem os textos para inscrição, online, expedirão o respectivo recibo, também online.
Art. 3º- A presente coletânea terá os registros de direito autoral, código de barras e ficha catalográfica, bem como, apresentação institucional do projeto Celeiro e uma breve incursão em torno da Arte Poética, objetivando imprimir-lhe maior utilidade e potencializando-a mais comercialmente. 
Art. 4º -Cada coletaneado participará com no mínimo 02 (duas) e no máximo 8 (oito) páginas, ao custo de R$ 90,00 (noventa reais) a página, girando em torno de 120 (cento e vinte ) páginas o livro, cujos valores serão depositados na conta poupança da CEF, Ag. 3494, variação 013, CP nº 00053297-2, ou diretamente com os organizadores , aos domingos, no Celeiro.
§ Primeiro- A primeira página de cada participante será destinada a uma foto 5x7, estilizada com o efeito gimp, como se fosse pintura, e biografia. 
§ Segundo- O valor total das páginas adquiridas pelo participante poderá ser dividido em duas parcelas, metade no ato da inscrição, e a outra, trinta dias após, sendo o dia 15 de agosto de 2016 o prazo limite para quitação da segunda cota, sob pena de cancelamento do participante e devolução do valor pago.
§ Terceiro- O valor total arrecadado das cotas cobrirá despesas de revisão, diagramação, edição, impressão, taxas de registros editorias/catalográficos, arte de capa, divulgação e do primeiro lançamento da presente coletânea.
Art. 5º- Aqueles textos que não se enquadrarem como arte poética, ou seja, que não tenham pertinência com os recursos poéticos, assim definidos pela teoria literária, bem como os que se valem de linguagem chula, baixo calão, ou mau gosto estilístico, serão recusados pelos organizadores.
§ Único- Mesmo com alguns dos vícios acima, se o texto for passível de conserto, os organizadores orientarão o respectivo autor para que o façam.
Art. 6º - Os textos serão revisados por profissionais com formação específica e segundo as novas normas do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa, vigente desde janeiro do ano em curso, abrangendo aspectos estilísticos ( equilíbrio e harmonia de linguagem), fonéticos (palavras de maior carga melódica e rítmica), lexical (palavras que melhor traduzam o sentido e economia), sintático, gramatical e de pontuação.
§ Único- Após revisão final, cada participante é convocado a autorizar por escritor a impressão da coletânea, na sede do Celeiro, em dia e horário previamente agendados.
Art. 7º- A cada coletaneado serão destinados exemplares da coletânea na proporção da cota paga, ou seja, 5, para 2 páginas; 7, para 3; 9, para 4; 11, para 6, e 15, para 7 e 8 páginas adquiridas, entregues na noite de lançamento, sob a organização da equipe gestora do Celeiro, início de outubro/2016, em dia, local e hora a serem definidos, cujas despesas de organização e divulgação já estarão inclusas na taxa de participação.
§ 1º- Caso os coletaneados queiram promover outros lançamentos, as despesas daí decorrentes serão rateadas entre eles, podendo contar com a organização pela equipe do Celeiro.
§ 2º - Necessitando de mais exemplares, serão repassados ao coletaneado a preço de custo.
Art. 8º- Os textos concorrentes à presente coletânea terão o direito autoral cedido pelos respectivos autores ao Celeiro Literário Brasiliense, exclusivamente para a edição desta coletiva, e cuja adesão já implica tal cessão de direito autoral.
Art. 9º- O saldo da coletânea, após entrega das respectivas cotas aos participantes, será doado à livraria do Celeiro, para venda. 
Brasília, julho de 2016.
Organizadores.
Contato celular – 99218-7694. www.facebook/ronaldomousinhoescritor
e-Mail: setimo.prod@gmail.com

segunda-feira, 25 de julho de 2016

LITERATURA SOB A PROTEÇÃO DO PEQUIZEIRO

Aproveito e vou escrevendo sobre um lugar maravilhoso,
Inspiração para falar de um símbolo do cerrado brasileiro.
No lugar que até lembra o prato de pequi, de tão gostoso.
Nós vamos reunindo nobres pessoas ao projeto do Celeiro.

Eu tenho uma boa vontade que me segue em toda parte,
Mas para megaestrutura posso dizer: não tenho dinheiro!
Eu tenho comigo amigos que comungam da mesma arte.
Tornando o melhor da Literatura, algo assim tão corriqueiro.

A nossa árvore do cerrado tem sua época certa para produzir,
Mas o poeta com sua inspiração pode produzir o ano inteiro.
Poetas quando querem podem, em qualquer lugar se reunir,
Mas nada neste mundo se igualará à sombra do pequizeiro.

André Rocha
30/04/2016

Fotos dos dias 22, 23 e 24 de julho, na 32ª Feira do Livro de Brasília.